Os dissertantes
procuram ao caminhar
as altitudes
de escrever o vinho,
de procurar
embriagar
a incerteza de estar.
Ladram ao vento
os cães da planície
que poisa o mundo
e alisa ao fundo
da caminhada
o Sonho Apagado,
dissipação.
A côr das nuvens,
quando branca,
é a aura da montanha
que coroa
o espírito e desenha
a canoa
que dormita sem manha.
O seu adeus
é o sol posto,
os tons rubros
nostálgicamente.
Oh, linha do horizonte,
és o cais em que aporta
o silêncio de Tudo
e o som de Nada,
a quimera maíuscula
de que se vangloriam
contradizendo-se
os Neófitos...
Sorrio hoje
a tristeza íntima
dos nómadas,
alegre de passagem
na alvorada
que o Sol invoca
no coração cego
das horas.
Oh,
como choro
quieto
este país
estendido à verdade
das auroras
interiores,
este local em que sitio,
afinal,
a mentira da ocupação
que enfim adormeço
num ponto final.